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DIA 2 DE ABRIL – DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

  • 2 de abr. de 2017
  • 2 min de leitura

Reportagem Especial com Edinizis Belusi, coordenadora do SEADI - CEAL-LP


O dia mundial de conscientização do autismo é celebrado neste domingo dia 02 de abril, segundo a fonoaudióloga e coordenadora do SEADI (Serviço Especializado em Alterações do Desenvolvimento Infantil) - CEAL-LP (Centro de Educação em Audição e Linguagem Ludovico Pavoni) Edinizis Belusi, o transtorno do espectro autista (TEA), como vem sendo chamado desde a última revisão do DSM em 2013, é um conjunto de alterações complexas do desenvolvimento, de origem neurobiológica, caracterizadas pela presença de prejuízos da interação social e da comunicação com a presença de padrão de comportamentos restritos, repetitivos e estereotipados, com início precoce. O TEA atinge todas as áreas do desenvolvimento, mas tem suas 'bases' nas dificuldades de comunicação e interação social.


“O fonoaudiólogo, enquanto profissional responsável pela habilitação da comunicação, tem papel fundamental nesse processo de intervenção. Ainda que o impacto do TEA ocorra em todas as áreas, em quase 90% dos casos de autismo, a grande queixa dos pais é sempre "a fala". Em última análise, o grande drama das famílias de autistas se refere à dificuldade de comunicação”.



Segundo Edinizis Belusi, o transtorno do Espectro Autista não tem cura e sendo uma condição permanente. Seus sintomas podem ser amenizados, especialmente com a intervenção precoce. A pessoa com TEA pode aprender novas habilidades, com estratégias adequadas às suas necessidades, crescer e se desenvolver, mas conservando características - ainda que sutis em alguns casos - do TEA.


O TEA impacta todas as áreas do desenvolvimento, Edinizis Belusi afirma que a a intervenção em autismo também deve abranger todas as áreas. Sendo assim, há uma gama imensa de profissionais que podem atuar junto ao autista e sua família: médicos, profissionais de reabilitação como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, musicoterapeutas, educadores, entre outros.


Pessoas autistas podem ter uma vida normal, a Fonoaudióloga esclarece que o impacto do TEA sobre a vida do indivíduo depende de muitos fatores: intensidade dos sintomas, época de início da intervenção, se há ou não déficit cognitivo associado, abordagem utilizada, intensidade da intervenção. “O nível de suporte que uma pessoa com TEA vai precisar é tão variável quanto suas próprias manifestações - um espectro extremamente variável. Assim, teremos autistas completamente dependentes, e outros completamente adaptados, inseridos na sociedade, com pouco ou nenhum suporte”.


Por fim, Edinizis Belusi chama a atenção para a inclusão do TEA na sociedade, “ É preciso oferecer às famílias condições de acesso à intervenção, o mais precocemente possível. Por outro lado, também é preciso sensibilizar as pessoas para aprenderem a conviver com "modos diferentes de ver e agir sobre o mundo". Amor, compreensão, aceitação... são a melhor receita para qualquer inclusão efetiva”.


Depois dessa entrevista esclarecedora, ficou nítida a importância de conhecer um pouco mais sobre o TEA, para que como profissionais de saúde humanizados, sabermos a melhor forma de tratar esses pacientes não só em ambiente hospitalar ou de terapia, mas também em ocasiões informais. Disseminando a informação e o respeito necessários para a convivência com pessoas que apenas veem a vida de forma diferente do convencional.



 
 
 

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